Educação continuada nas PMEs na Era do Conhecimento

Educação continuada tornou-se imprescindível para os profissionais das PMEs desenvolverem competências básicas e avançadas via plataformas com investimentos muito acessíveis, no entanto o nível da força de vontade e da disciplina do indivíduo são pilares essenciais para a ampliação da inteligência, nesta Era do Conhecimento.

De que modo as PMEs podem potencializar o desenvolvimento dos profissionais? A prática compulsória e comum, mas insuficiente para suprir às exigências do novo mundo dos negócios, é oferecendo cursos diretamente relacionados à área de atuação. Contudo, na Era do Conhecimento as PMEs precisam disponibilizar cursos de múltiplas áreas a todos gestores, coordenadores e supervisores, possibilitando que os profissionais de modo voluntário escolham diferentes competências alinhadas ao plano de autodesenvolvimento.

O investimento é viável para uma PME, exigindo mudança de paradigma dos próprios gestores e empreendedores. Na Era do Conhecimento a mente valiosa cultiva o raciocínio sistêmico e a inteligência de interface e de contexto. O que foi uma opção no passado torna-se uma exigência atual que pode ser atendida, por exemplo, pela PME Academy que disponibiliza a plataforma http://pmeacademy.srv.br com cursos de diversas áreas através de assinatura extremamente acessível para empresas, empreendedores e gestores, conforme o link https://pmeacademy.com.br/planos_e_precos/. Assim, fica a critério do profissional escolher o que mais deseja aprender para evoluir cognitivamente.

Era do conhecimento exige profissionais disciplinados e com força de vontade aderentes à educação continuada, nas PMEs.

A assinatura da plataforma dá acesso a cursos de múltiplas áreas, muito diferente de outras épocas em que estudar era caro, restrito à especialidade e com hora marcada. O conhecimento formal, seja técnico, formação ou pós-graduação continua sendo inquestionável, contudo alcançar o conhecimento pragmático e complementar é fundamental neste século XXI.

Howard Gardner, psicólogo e educador norte-americano chegou a conclusão que a inteligência de todas as pessoas precisa cultivar cinco tipos de mente: a disciplinada, a sintetizadora, a criadora, a respeitosa e a ética, enfatizando que o indivíduo se dará conta de que é um eterno aprendiz, tirando proveito do processo de aprendizado exigido por estar no mundo. E a educação continuada via plataforma nas PMEs aponta, descomplica e alicerça o caminho, sendo livre-arbítrio percorrê-lo ou não, no entanto estas cinco mentes se esboçam com autodidatismo e conhecimentos além da área de atuação profissional.

Vale conferir!

O que é empreendedorismo?

O que é empreendedorismo?

Empreendedorismo… uau! Isso é cool… Mas, afinal, o que é empreendedorismo?

Fazendo uma pesquisa histórica, facilmente chegamos ao economista austríaco Joseph Schumpeter (1883 – 1950), tido como um dos primeiros pensadores a explorar o conceito do empreendedorismo. É dele o cunho da expressão destruição criativa (em Capitalismo, Socialismo e Democracia, 1942), apresentando a ideia de que a introdução de novos produtos (bens ou serviços) na economia destrói modelos de negócios estabelecidos. Esses novos produtos, dizia ele, constituem a força motriz do crescimento econômico sustentado.

Em dicionários e enciclopédias o termo empreender é definido como “propor-se a, decidir realizar, pôr em execução, tentar”. Ao buscarmos uma definição com entidades promotoras dessa atividade, organizações de incentivo ou aceleradoras da ação empreendedora, surgem definições que passam por “produzir algo de valor, assumir riscos e buscar autonomia, a partir de uma ideia”.

Empreendedorismo… uau!
Isso é cool

Então percebemos que, no mundo dos negócios, não há uma definição clara e precisa sobre o que é empreendedorismo. Depende muito do autor, do contexto a que a expressão está relacionada, do que se quer alcançar com essa ação.

No nosso caso, tratando de empreendimentos que visam lucro e/ou benefício social, iniciados por empreendedores que encaram falhas como parte do aprendizado dessa atividade, que podem receber aporte financeiro de investidores com capital de risco (venture capital), definimos empreendedorismo como “uma atividade que permite a introdução de novos produtos (bens ou serviços) – inovadores ou não – no mercado, agregando valor para os clientes e capturando valor para os empreendedores e investidores de modo sustentável”.

Dessa definição, no contexto que estamos focando, começamos a compreender melhor o que é empreendedorismo. É uma atividade iniciada a partir de uma ideia, original ou não, que tenha valor econômico ou social e que passa pela escalabilidade e repetibilidade do produto no mercado. Ainda, para que o empreendimento inicial se transforme num negócio sustentável, será necessário organizar sua estrutura funcional e seus processos, contar com pessoas engajadas com competências distintivas e ser conduzida por líderes que conseguem preservar o frescor do negócio, mantendo na empresa, então estabelecida, uma cultura e um ambiente de contínuo empreendedorismo.

Entendendo que empreendedorismo promove mudanças no ambiente (de negócios, social,…), com a introdução de novos produtos, faz todo sentido associar empreendedorismo à destruição criativa.

Vida longa e próspera à destruição criativa! Um viva ao empreendedorismo inovador… Ainda falaremos disso…

(*) Artigo publicado originalmente no Blog Star2Up

Qualidade nos Serviços – Experiências Vivenciadas

qualidade nos serviços

Quando falamos em qualidade em serviços, é necessário primeiro conhecer as características dos mesmos. Os serviços são experiências que o cliente vivencia, enquanto os produtos são coisas que podem ser possuídas. A qualidade de uma entidade intangível é mais difícil de ser avaliada do que uma entidade tangível, como uma mesa. Boa parte do conhecimento de um objeto e da forma de se definir e avaliar sua qualidade dependem do conhecimento que dele se obtém por meio dos sentidos. A intangibilidade dos serviços torna difícil para as pessoas avaliar o resultado e a qualidade dos mesmos. Como não se pode ver, tocar, provar ou cheirar um serviço do mesmo modo que um bem tangível, tanto o seu conhecimento quanto a qualidade que lhe é atribuída dependem da consideração de fatores abstratos, antes mesmo dos fatores tangíveis eventualmente disponíveis. Assim, a definição e a avaliação de qualidade de um serviço tendem a ser mais complexas pela presença de conceitos abstratos.

As especificações de padrões, que constituem exigências comuns nos conceitos tradicionais de qualidade, exigem maior esforço mental para o entendimento e especificações por causa das dimensões abstratas dos serviços. É mais fácil, por exemplo, especificar peso em uma caixa de sabão em pó do que explicitar o nível de afabilidade para um vendedor. Isso se traduz não só na maior complexidade de definições de normas e padrões, como também na impossibilidade de elaboração de protótipos para testes prévios. Deste modo, quando se trata de serviços, o atendimento das exigências apresenta um desafio maior.

Nos serviços chamados profissionais, que são aqueles em que o cliente busca no fornecedor do serviço uma capacitação de que não dispõe, como é o caso de serviços médicos e de consultoria, o processo de prestação de serviços dá ênfase às pessoas, enquanto que os equipamentos são utilizados apenas como ferramentas de apoio. A utilização mais intensiva de equipamentos nos serviços profissionais está vinculada a sua flexibilidade, já que este processo visa à personalização do serviço a clientes específicos.

Nos serviços, a característica simultaneidade faz com que o cliente seja um fator de produção, pois sua ausência impede a produção do serviço. Tanto a consulta médica como a produção de uma palestra salientam essa participação. Nos serviços com grande intensidade de mão de obra, a qualidade é criada durante o contato entre o cliente e o funcionário. Isso faz com que o pessoal de contato com o cliente, geralmente funcionários de nível médio ou baixo, e, muitas vezes, mal remunerados, tenha um papel-chave no sucesso das empresas como é o caso das recepcionistas, vendedores, entre outros.

A homogeneidade de resultados, um dos pilares filosóficos da qualidade, significa obter consistentemente resultados de acordo com padrões pré-especificados. Todavia, na maioria dos serviços, a heterogeneidade de resultados marca as operações de maneira que a cabe a pergunta: se os resultados não são iguais, qual deve ser o padrão? Serviços dependem, em grande parte, de PESSOAS e SITUAÇÕES. Pessoas causam heterogeneidade por não conseguirem produzir fielmente comportamentos passados e situações, pelo fato de assimilarem variações ambientais e condições de prestação. Em serviços, a consistência relevante estabelece-se pela percepção dos clientes, em função de repetidas experiências com o serviço.

Um serviço é produzido em dois ambientes: PALCO (local onde o serviço é realizado) e BASTIDORES (retaguarda). É preciso que o pessoal de palco e de bastidores esteja bem entrosado. De que adianta um vendedor realizar um excelente negócio com o cliente, se o produto não lhe é entregue no momento prometido e a nota fiscal está errada?

Segundo Karl Albrecht, Qualidade em Serviços é a capacidade que uma experiência ou qualquer outro fator tenha para satisfazer uma necessidade, resolver um problema ou fornecer benefícios a alguém. No nosso entender, Serviços com Qualidade são aqueles que são PERCEBIDOS pelo cliente como capazes de proporcionar-lhe satisfação. Lembre-se que a percepção de um cliente é a chave para a qualidade. Para o cliente não importa como as coisas são, mas como ele as percebe. Se o que você faz não é percebido como valioso pelo cliente, então, não tem valor mesmo.

Você sabe distinguir os diferentes tipos de inovação? Sim, não? Vejamos…

tipos de inovação

Temos visto com muita frequência uma confusão de conceitos sobre inovação. Hoje em dia, virou lugar comum tratar quase toda inovação como sendo do tipo disruptiva, em particular no ecossistema do empreendedorismo (das startups), mas isso é um sério equívoco. É importante reconhecer os diferentes tipos de inovação se queremos ser bem-sucedidos trabalhando com a estratégia adequada.

De modo simples, podemos classificar inovação de produto (bens ou serviços) em dois tipos:

  • Inovação de sustentação (ou incremental), em que novas funcionalidades são agregadas a bens ou serviços já existentes; e
  • Inovação radical, esta subdividida em duas classes: de ruptura e disruptiva. Inovações de ruptura implicam na quebra de paradigma (ver Thomas Kuhn). Inovações disruptivas partem de soluções mais “simples” (tecnologia inferior, funcionalidades básicas,…) e baratas focadas num público negligenciado pelas soluções existentes (ver Clayton Christensen).

Exemplos:

  • Inovações de sustentação, [em bens] os winglets em asas de jatos, [em serviços] a disponibilização de novas funcionalidades em plataformas como Uber (por ex., o Uber Eats).
  • Inovações de ruptura, [em bens] os motores a jato (substituindo motores de pistões), as TVs de tela plana; [em serviços] a telefonia móvel (celular), a plataforma Uber que facilitou a contratação de transporte por motoristas particulares;
  • Inovações disruptivas, [em bens] os netbooks (ou subnotebooks) em seguida substituídos por tablets, as câmeras fotográficas digitais; [em serviços] o sistema operacional Linux como alternativa ao Unix ou Windows NT, a plataforma de hospedagens Airbnb.

Além da inovação de produto, podemos ainda tipificar inovação tecnológica (por ex., robotização, motores elétricos para veículos automotores, áudio e vídeo em formato digital, streaming de mídia, inteligência artificial,…), inovação de processo (por ex., linha de produção seriada, produção sob demanda, produção robotizada), e inovação de modelo de negócio (por ex., a locação de veículos automotores pelas montadoras, a distribuição de músicas e de vídeos no formato digital via download ou streaming). É importante entender que uma inovação tecnológica pode dar origem a uma inovação de processo e/ou produto, que por sua vez pode levar a uma inovação de modelo de negócio…

E agora? Ficou mais fácil?

(*) Artigo publicado originalmente no LinkedIn, atualizado