O que é inovação?

O que é inovação

Possivelmente, na história dos negócios, a palavra inovação nunca esteve tão em evidência. Todos falam em inovação, de empreendedores a consultores, de empresários a gestores, de especialistas a colunistas de negócios. Contudo, em muitos casos em que a expressão é usada há uma grande distorção sobre seu conceito, sobre os tipos de inovação e seus exemplos. Você sabe o que é inovação?

Depois de muito estudar, pesquisar e compilar ideias e definições sobre inovação, é possível afirmar que uma definição que abrange o essencial do tema, ao mesmo tempo ampla e específica, é “inovação é a exploração bem-sucedida de uma ideia original útil”.

Para entender essa definição com clareza, vamos do fim para o início:

– “útil”, a questão da utilidade é para diferenciar inovação de invenção. Uma invenção pode ser fruto apenas da curiosidade de um inventor, sem qualquer intenção de aplicação prática na vida real. Por sua vez uma inovação precisa ter aplicabilidade, deve resolver um problema específico ou realizar um trabalho demandado até então sem solução, portanto deve ser útil a alguém.

– “ideia original”, é a essência de uma inovação, algo até ali ainda não pensado, muito menos apresentado ao público ou colocado em prática.

– “exploração bem-sucedida”, pode ser entendida como a exploração comercial, onde o produto (bem ou serviço) tem compradores, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Por outro lado, também pode ser entendida como a exploração social, onde a solução inovadora é direcionada ao atendimento de necessidades sociais específicas, à solução de carências ou melhoria da qualidade de vida dos cidadãos aos quais se direciona.

Inovação é a exploração bem-sucedida de uma ideia original útil.

E ainda, para você que já sabe o que é inovação, precisa saber que essa ação pode ser conduzida por duas linhas de desenvolvimento: inovação incremental e inovação radical.

Inovação Incremental (ou de Sustentação) é o tipo de inovação onde alguma nova funcionalidade é incorporada a um produto inovador já existente. Por ex., no caso do serviço UBER de acesso a motoristas particulares via aplicativo, o lançamento de categorias de serviços (UBER X, UBER Black,…) ou do serviço alternativo de entregas (UBER Eats,…). No caso de um produto, como por exemplo uma TV digital , a incorporação de funcionalidades como o espelhamento da tela de um smartphone, a Smart TV, etc.

Inovação Radical são inovações em produtos nunca vistas, um bem ou um serviço com características inovadoras que, normalmente, surpreendem o mercado. São duas as possibilidades nessa linha de inovação: inovação de ruptura e inovação disruptiva.

Inovação (Radical) de Ruptura são aquelas em que há uma quebra de paradigma, termo desenvolvido por Thomas Kuhn em seu clássico livro A Estrutura das Revoluções Científicas, onde o autor afirma que a ciência passa por revoluções periódicas, ao que denominou de “mudanças de paradigma”. É o tipo de inovação que pode surgir de processos elaborados de pesquisa & desenvolvimento, com custo elevado, por vezes a fundo perdido e grandes riscos ao inovador. Contudo, quando bem-sucedida, traz enorme vantagem competitiva ao empreendimento, difícil de ser imitada num primeiro momento (seja pela dificuldade tecnológica, por altos custos envolvidos ou por patentes registradas). Exemplos desse tipo de inovação são o serviço de telefonia móvel, motores automotivos elétricos, impressoras 3D, diagnósticos de saúde à distância, foguetes reutilizáveis, etc.

Inovação (Radical) Disruptiva, por sua vez, permite que empreendedores com poucos recursos, sem correr grandes riscos, possam desafiar empresas estabelecidas. Conceito cunhado por Clayton Christensen, explorado no livro O Dilema da Inovação – quando as novas tecnologias levam empresas ao fracasso, são inovações que atendem a um público mal atendido ou negligenciado pelas soluções existentes, seja por seu elevado preço de aquisição ou dificuldade de acesso. Num primeiro momento essas inovações podem ser percebidas como de baixa qualidade por não terem todas as funcionalidades das soluções existentes, mas com o tempo vão ganhando escala e com isso investimento em melhorias (inovações incrementais). Então, acabam por atender também ao público das soluções existentes, momento em que a disrupção acontece. A PME Academy online é um exemplo desse tipo de inovação, ao oferecer acesso a capacitação em gestão e liderança para o segmento PME (Pequenas e Médias Empresas), estejam elas onde estiverem e a um valor de aquisição amplamente acessível. Outros exemplos são o sistema operacional Linux, plataforma de hospedagens Airbnb, netbooks (ou subnotebooks), etc.

Agora que você sabe o que é inovação, e com qual tipo lidar, que a semente da inovação, da inventividade útil, possa florescer em empreendedores potenciais e empresas de pequeno e médio porte que até aqui achavam não ter como investir nessa atividade essencial à competitividade de seus negócios.

Serviços Logísticos para aumentar a competitividade

No seu livro, Eu e a Sony, Akio Morita conta que um americano e um japonês estavam caçando, quando aparece um leão. De imediato o japonês tira sua bota de safari e calça um sapato tênis. O americano vendo aquele fato começou a caçoar do japonês perguntando: Você pensa que vai correr mais do que o leão?

O japonês respondeu: Não quero correr mais que o leão, quero correr mais do que você.

“Sobrevivência do mais apto”. Se pudéssemos sintetizar a mensagem acima, seria esta frase.

No cenário empresarial contemporâneo, só irá sobreviver aquela empresa dominada de pessoas com visão empresarial. Estamos vivendo a era da velocidade e da profissionalização. Velocidade no sentido de se adequar às mudanças do ambiente. Profissionalização no sentido da capacitação de pessoas para atender as exigências do mercado.

Ao falarmos de nível de profissionalização, nenhum é mais importante do que o esforço voltado para a melhoria da qualidade nos serviços logísticos, principalmente no atendimento aos clientes. As empresas que quiserem sobreviver terão que desenvolver uma estratégia de serviço e atendimento competente e uniforme, que transmita ao cliente uma imagem de valor e partir na frente das demais.

Atualmente, o profissional de logística tem como tarefa primordial colocar em prática a estratégia de atrair o cliente, torná-lo fiel e expandir negócios com ele, estabelecendo vínculos duradouros e lucrativos. Desde o tempo dos conquistadores Vikings, nunca houve uma procura tão obstinada, como a que ora presenciamos, pelo objetivo desafiador da “vantagem competitiva sustentável”.

Então, nesse clima econômico rigoroso contemporâneo, os negócios priorizam as estratégias que criam lealdade de longo prazo entre empresa e cliente. O reconhecimento de que o bom relacionamento com o cliente é a chave para os lucros a longo prazo, trouxe consigo a compreensão da importância crucial da prestação de serviço cada vez melhor. Por conta da atual realidade mercadológica, em que os clientes enxergam pouca diferença entre as características físicas ou funcionais dos produtos, é através dos serviços prestados que cada empresa faz a sua diferença.

Ao mesmo tempo, estamos aprendendo que um serviço eficaz ao cliente não se consegue somente através de empregados motivados, embora isto seja um pré-requisito, mas através de sistemas que permitam uma “entrega” consistente do chamado Pacote de Serviços.

Para obter vantagens competitivas, as empresas devem agregar valores, através da gestão dos serviços logísticos, seja pela implementação do pensamento estratégico, seja criando diferenciais pelo atendimento. Portanto, as organizações devem encarar a gestão dos serviços logísticos como parte fundamental de sua estratégia.

A realidade contemporânea da economia internacional, não mais permitirá que as empresas de qualquer setor, busquem ocultar sua falta de produtividade através dos ganhos financeiros especulativos. A globalização da economia criou as necessidades citadas: das empresas estarem aptas a produzir produtos e prestar serviços com qualidade, de forma a satisfazerem a nova classe de consumidores emergentes, se tornando capazes de competir globalmente.

Hoje, os dirigentes da empresa precisam compreender os fatos políticos, tecnológicos, econômicos e sociais que ocorrem não só no Brasil, como também no mundo e a sua repercussão na economia mundial. A convergência de interesses cada vez maiores entre nações e a dependência, também crescente entre elas, levam à necessidade de os executivos estarem devidamente informados, para além de captar, compreenderem o que ocorre cotidianamente por todo o planeta; realidades mundiais que iniciam há alguns anos e projetam-se para o futuro.

Aqueles empresários, infelizmente poucos, que estavam atentos e conseguiram captar as grandes tendências, estão hoje num patamar superior e as suas empresas são líderes de mercado, basicamente por possuírem QUALIDADE E PRODUTIVIDADE e em consequência COMPETITIVIDADE.

Prepara seus colaboradores para ajudar no desenvolvimento da organização é uma das principais responsabilidades dos empresários, principalmente aqueles de pequeno porte. Para ajuda-los nesse papel surgiu a PME Academy, onde de forma rápida e com pequeno investimento, as empresas podem se prepara para o futuro, repleto de mudanças rápidas.

Como seu negócio (re)age quando o assunto é aprendizagem?

Crises acontecem em todos os lugares a todo o momento. No contexto da gestão, crise é somente uma categoria de problema e o seu enfrentamento define o nível da nossa evolução. Historicamente, evolução da humanidade e das nossas relações, estreitou fronteiras culturais, comerciais e sanitárias.

A tal globalização – termo que nos parece antiquado ou desgastado – vem ganhando ondas de amplitude ao passo que nossos canais de comunicação evoluem. Da prensa de Gutemberg, passando pelo jornal, o telégrafo, o telefone, o rádio, a televisão, o fax, a telefonia celular até chegarmos na internet, estamos falando de pouco mais de 500 anos. Se considerarmos somente o tempo da televisão em diante, falamos de algo em torno de 95 anos e se pensarmos na internet com banda larga, pouco mais de 25 anos. E os smartphones então, recentes 10, talvez 15 anos de efetividade.

O cenário pandêmico que estamos vivendo em 2020 é consequência da nossa evolução, no meu entender. A última geração que viveu algo parecido, anda hoje pelos 100 anos de idade (são poucos para nos contar a história), sendo que àqueles tempos, a expectativa de vida era de 50 anos em média e hoje beira os 80 anos.

E o que isso tudo tem a ver com o seu negócio? Tem a ver em como ele aprende a cada ciclo. Todos os dias, semanas, meses, anos, o seu negócio cria a oportunidade de gerar um ciclo de aprendizagem. O que nos leva a alguns questionamentos: que aprendizados seu negócio está (de fato) usufruindo a cada ciclo? Como você sabe se seu negócio está em evolução ou em involução? O seu resultado é uma esperança ou é um objetivo a ser alcançado com ações definidas e ciclos de revisão para acompanhamento e aprendizado? Quais competências novas seu negócio precisa desenvolver e quais já não servem mais para a atualidade e precisam ser “desaprendidas”?

O cenário está posto. Podemos agir como espectadores ou como protagonistas. Podemos esperar que o mercado se mova ou escolher mover o mercado.

E o que fazer? Reflita sobre o que seu negócio aprendeu nos últimos anos que podem ser aplicados agora! Observe o que os seus clientes desejam nesse momento – que problemas eles querem resolver, o que eles mais precisam e o que seu negócio consegue entregar e/ou resolver para eles. Alinhe as expectativas do seu negócio com as necessidades e expectativas do seu cliente – isso contribuirá para uma melhor percepção de valor por parte do cliente e a construção de resultados mais consistentes para o seu negócio.

Feito isso, aja e, ao terminar o ciclo, avalie os aprendizados para o início do novo ciclo! Sucesso a todos em suas jornadas!

Estratégia, um plano detalhado ou um quadro sintético?

Vivemos em uma era sem igual, onde a dinâmica de mudanças está cada vez mais acelerada, onde avanços tecnológicos promovem inovações em bens e serviços levando a novos modelos de negócio e, portanto, a um novo comportamento de organizações e seus clientes.

Nesse contexto, a volatilidade, a incerteza, a complexidade e a ambiguidade – o chamado mundo VUCA, acrônimo formado pelas iniciais de palavras da língua inglesa Volatility, Uncertainty, Complexity and Ambiguity -, estão em evidência. E isso implica em decisões e alterações estratégicas mais frequentes, de risco mais presente.

Esse cenário de constante e acelerada mudança tem levado a discussões sobre a validade de um plano estratégico (business plan) de longo prazo. Muitos atestam a “morte dos planos de cinco anos”, um relatório detalhado com fatos e dados, análises e projeções de alguns anos, diretrizes, culminando na determinação de objetivos, metas e iniciativas de curto, médio e longo prazos.

A alternativa sugerida é o registro da estratégia geral de modo visual e objetivo, em uma única folha. Nesse quadro acabado aparece a proposta de valor do negócio, o segmento alvo de clientes e formas de relacionamento, os canais de distribuição dos produtos, o destaque dos recursos e processos críticos e das parcerias chave, além da estrutura de custos e do motor de receitas. Esse quadro responde pelo nome de Canvas do Modelo de Negócio (da expressão de língua inglesa, Business Model Canvas – ou simplesmente BMC).

Mas será que é isso mesmo, um quadro (um canvas) substitui um plano estratégico detalhado e seu sumário executivo? Certamente não! Basta perguntar a qualquer potencial investidor ou parceiro de negócio, mentor ou conselheiro administrativo. Enfim, alguém que precise tomar ou orientar decisões sobre a estratégia proposta certamente pedirá bem mais detalhes do que os evidenciados no canvas.

O problema é que a questão inicialmente colocada que abre essa discussão, “um plano detalhado ou um quadro sintético?” leva a uma armadilha, a opção pelo “ou”, parece que se deve optar por uma das alternativas. Mas o melhor caminho é a opção do “e”, a elaboração do plano descritivo, seu sumário executivo, complementados com um quadro sintético, um canvas do modelo de negócio.

Os dois instrumentos se completam com muita propriedade. O canvas representa um quadro acabado da estratégia global da organização, ou de determinada linha de negócios, oferecendo uma ótima visão geral da estratégia delineada. Contudo, para se chegar a esse quadro acabado, antes se deve passar por um processo mais elaborado de formulação estratégica, com a análise de cenários e projeções, registro das conclusões e decisões e, sempre que possível, das validações de campo, tudo devidamente detalhado num plano de negócio e seu sumário executivo.

Esse conjunto – plano de negócio e canvas do modelo de negócio -, sem perder de vista o detalhamento das análises e conclusões que levaram às deliberações, uma referência fundamental para o aprendizado sobre acertos e erros, traz dinamismo e a agilidade ao planejamento estratégico que o mundo VUCA exige das empresas, de seus executivos e tomadores de decisão.

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